quarta-feira, 20 de maio de 2020

Enfim, professores de creche

Sabe aquelas perguntinhas "quem são? onde habitam? o que comem?", então, é possível fazer esse trocadilho sobre os professores de creche... Onde eles estão, afinal?! 

Ainda hoje muitos se escondem, é como se ao falar que trabalha com crianças de zero a três anos brotasse uma vergonha... eu entendo um pouco desse sentimento, porque o "lugar ao sol" da creche na educação é recente, estávamos locados na pasta da assistência social, em que o objetivo era simplesmente um lugar para mães trabalhadoras deixarem seus filhos. Essa ruptura ainda reflete nos dias atuais e vivemos numa sociedade que está presa no passado, naquela creche assistencialista.

Vou contar uma novidade para algumas pessoas... Nãããooo somos assistencialistas mais!!! Nosso trabalho tem intencionalidade pedagógica, fruto de muito estudo!!
                                                                                                           
E por falar em estudo, esse é meu objetivo nesse post em um dia muito propício... Dia do Pedagogo!

Quem são esses profissionais que trabalham com bebês e crianças tão pequenas? os professores de educação infantil, que atende desde a creche até o fundamental I, começaram no antigo magistério, quando eu fui atrás para me inscrever tinha acabado, e vários profissionais que têm essa formação falam muito bem de alguns pontos dela, e o principal é a graduação em Pedagogia, não são leigos que atuam na área. Nós estudamos muito, sempre em busca de se aperfeiçoar, claro que como em toda profissão tem os que se acomodam e os que se desafiam, se atualizam. 

Minha formação como um exemplo, é em Letras, Pedagogia, com pós em Psicopedagogia institucional e diversos cursos de aperfeiçoamento, e estou na creche, como várias colegas no mesmo nível de estudo. 

Esse é início do caminho para quebrar os esteriótipos da sociedade, de que a tia está ali só pra cuidar do bebê. Entendo que a família ache muito bonitinho, carinhoso, chamar a gente de tia, tio... Porém como escreveu Paulo Freire no livro "Professora sim, tia não!" (inspiração para o trocadilho do nosso blog, porque é um livro que me apaixonei desde quando conheci dada a especificidade desse tópico), ele diz que essa relação de amorosidade é por um lado uma negativa no valor do profissional, porque tia não é profissão é um parentesco, e carrega um ar de passividade, de não se colocar, argumentar, enfrentar, ações tão necessárias no nosso dia a dia. Não é brigar com pais, é zelar pelo bem estar da criança no ambiente escolar. Esse assunto poderia render boas conversas, porém não irei me estender muito e deixá-lo cansativo. Voltaremos nele quando necessário. 

E podemos nos perguntar se existe um perfil certo para atuar em creches, e ao meu ver não, desde que exista o interesse por aquela faixa etária, uma dedicação que tem suas especificidades, e o mais importante é pensar a criança em primeiro lugar, o que é bom para ela, o que vou contribuir no seu desenvolvimento, visando a formação integral do indivíduo que começa lááá com seus primeiros passos.

Parabéns a todos os Pedagogos e Pedagogas!                                                                  
                                                                            

Fonte: FREIRE, Paulo, Professor simtia não: Cartas a quem me usar- ed. Olho d´água- São Paulo 1997, 188 paginas. 


💬🔻
👩🏻‍💻 Como surgiram as creches?

👩🏻‍🏫 O começo de uma história

Nenhum comentário:

Postar um comentário